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“Les entrepreneurs portugais ont de l’espace pour grandir en France et ainsi moderniser leur image...”

“Os empresários portugueses tem espaço para crescer em França, sobretudo em sectores de ponta, e para assim modernizarem a sua imagem como um todo.” É este o ponto de situação que o director-geral da Fiat France, Carlos Gomes, faz da imagem que os empresários portugueses têm em França. “É uma imagem positiva, mas que se confina apenas aos sectores tradicionais como, por exemplo, a construção civil e o comércio.”
Em entrevista exclusiva ao sítio web da Câmara de Comércio e Indústria Franco-Portuguesa (CCIFP), Carlos Gomes invoca a sua experiência de vinte anos no sector automóvel para sustentar a importância que a imagem e a reputação assumem na vida empresarial: “A reputação é fundamental. Crítica. Porque não é possível uma empresa construir uma reputação com bases falsas.” Nesse sentido, o executivo português considera que os seus compatriotas em França terão tudo a ganhar em termos de imagem ao investirem nos sectores ditos “de conquista” e de apostarem na inovação: “Toda essa área deve ser construída e, por isso, estamos à espera dos novos empresários portugueses que vão, justamente, chegar aos novos sectores de negócio e provar que esses valores que empregaram nos sectores tradicionais também resultam nos novos sectores.”

Num discurso franco e directo, Carlos Gomes revelou os desafios vividos na direcção da Fiat france nos últimos anos, e expôs a sua visão sobre o futuro da indústria automóvel na Europa. A “responsabilidade ambiental” será a pedra de toque do futuro da indústria automóvel na Europa . “É esse, de facto, o grande desafio, porque lhe são colocadas normas ecológicas extremamente avançadas, às quais todos os construtores vão ter de dar resposta nos próximos anos.”, sustenta o entrevistado, acrescentando que é justamente a ecologia, a par da segurança, o motivo pelo qual a indústria automóvel europeia – onde se inclui o cluster português dos fabricantes de equipamentos – não deverá recear a concorrência chinesa durante a próxima década: “O que vai acontecer provavelmente é que eles vão robustecer as suas presenças nos mercados de origem, e vão portanto obviamente chegar aos mercados europeus no espaço entre os próximos dez a vinte anos, e não no espaço dos próximos dez anos a contar a partir de hoje.”

Com sede em Paris, a CCIFP integra mais de 120 empresas, representando actualmente cerca de 6000 empregados e aproximadamente 3,5 mil milhões de euros em volume de negócios. Carlos Gomes é membro do seu Conselho Estratégico e de Desenvolvimento desde Março de 2007.

O texto integral da entrevista pode ser consultado em www.ccifp.fr.

Quarta, 5 Março, 2008