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Zoom... Christian de Boissieu

Zoom... Christian de Boissieu
Zoom... Christian de Boissieu
Neste espaço pretendemos dar a conhecer experiências, vivências empresariais, sociais, culturais e económicas.

Uma entrevista por mês, com profissionais de diferentes áreas. Empresários, gestores, políticos, professores, entre outros, deixarão o seu contributo intelectual de forma assertiva.

Christian de Boissieu é economista e professor na Universidade de Paris I. Considerado um dos mais eminentes economistas franceses, assume desde 2003 a presidência do Conselho de Anàlise Economica (orgão consultivo do primeiro-ministro francês) e integrou a Comissão Attali que apresentou no final do mês passado o seu relatório ao presidente Sarkozy com 314 recomendações para a “libertação do crescimento” da economia francesa.

CCIFP

 


Quais são as suas previsões para o futuro próximo da economia francesa ?

Posso dizer-lhe que permaneço razoavelmente optimista. Digo isto porque, à luz das últimas notícias, é verdade que há uma tendência para sermos mais contidos. Eu, pessoalmente, mantenho-me optimista, o que não quer dizer que tudo esteja resolvido. Mas penso que para 2008, teremos um crescimento francês à volta dos 2 %. Mais ou menos como no ano passado, em que a França teve um crescimento de cerca de 1,9%. Este ano, penso que vamos ter o mesmo desempenho, ainda que num contexto internacional que permanecerá relativamente difícil.


Que razões o levam então a manter esse optimismo?

Antes de mais, eu penso que os Estados Unidos, país ao qual as economias europeias estão ligadas, ainda podem evitar uma recessão. O abrandamento americano começou antes da crise dos subprimes e acentuou-se com esta. Hoje a taxa de crescimento deverá estar à volta de 1 – 1,5 %, e eu penso que os americanos podem escapar à recessão.

Primeiro, a Reserva Federal Americana (Fed) tem de continuar a baixar a sua taxa directora – como fez recentemente em 0,75 pontos, sem esperar a reunião formal que estava prevista para a semana seguinte. O que demonstra uma grande reactividade da parte da Fed, que poderá permitir de ultrapassar esta situação um pouco difícil.

Por outro lado, a contínua baixa do dólar coloca-nos um problema na Europa. Eu penso que é possível que o dólar continue a baixar, que o euro continue a subir, e portanto, mesmo se isto nos reduz a factura petrolífera, ainda assim não é uma boa noticia para a nossa competitividade e o nosso crescimento.

Por fim, impõe-se uma forte reactividade fiscal. O plano Bush que foi recentemente anunciado, afligiu mais os mercados do que os acalmou. Daí esse mini-crash verificado a 21 de Janeiro, assim como qualquer coisa de inédito: foi a primeira vez, desde o mês de Agosto – da crise dos subprimes – que os mercados emergentes corrigiram significativamente em baixa.

Assim, do lado americano, à condição que estes três aspectos sejam observados, eles poderão evitar uma recessão, mesmo se actualmente eles se deparam com um forte abrandamento da economia.


E qual será o impacto desse forte abrandamento americano sobre a economia mundial?

A economia mundial, por seu turno, tem demonstrado uma certa resiliência, uma capacidade de resistência a choques adversos . Não esqueçamos que no ano passado, de 2007, o crescimento mundial foi de 4,7%, apesar da acumulação de choques: petrolífero, geopolítico, financeiro (com a crise dos subprimes). Este ano, o crescimento mundial poderá ser de 4,2%, pois ele perderá sem dúvida cinco décimas de pontos, mas não mais do que isso.


E como explica essa “resiliência” da economia mundial?

Para mim, há três factores que explicam. Por um lado, o crescimento mantêm-se vivo nos grandes países emergentes. A China, a Índia, a Rússia (que aliás já não é um emergente, mas um “emergido”), os outros países da Ásia e da América Latina. Por outro lado, os bancos centrais têm demonstrado e deverão continuar a demonstrar uma boa reactividade, permitindo assim manter e apoiar o crescimento mundial. Finalmente, vivemos num mundo onde há muito dinheiro, muita liquidez…


E no entanto, é numa economia mundial com muita liquidez que a crise dos suprimes foi desencadeada…

É verdade. É um pouco o paradoxo da crise que atravessamos desde o mês de Agosto: uma crise de liquidez num mundo com muita liquidez. Mas trata-se na verdade de um paradoxo apenas em aparência. O que se passa efectivamente é que desde Agosto que assistimos a uma crise de confiança na relação entre os bancos, no mercado monetário, onde há escassez de liquidez em certos bancos. Mas não existe um problema de liquidez na economia mundial no seu conjunto.

Um exemplo dessa liquidez, que existe a nível global, é o florescimento dos fundos soberanos. Esses fundos, como o chinês, o de Abu-Dhabi, ou o de Singapura, mostram bem a reciclagem de fundos que existe.

Em resumo: penso que o ambiente económico geral a Europa vai continuar a dar frutos não obstante o abrandamento americano. O essencial do nosso comércio externo é feito entre nós europeus. Nós também temos factores de resiliência. A Alemanha vai abrandar este ano, estava a 2,5%, este ano passará a 1,8%, ou no máximo a 2%. Isto é fundamental para a França, seu principal fornecedor e cliente.

Haverá desafios a enfrentar, não somente a persistência contra um certo número de choques geopolíticos, o preço elevado do petróleo, dos alimentos (o que não é uma boa noticia para a nossa PAC), e depois a questão da taxa de câmbio. Pois se o dólar baixa ainda mais, será preciso ver se ainda se pode fazer algo em termos de politica cambial na Europa. A questão é muito delicada.


Certas empresas francesas começaram durante os últimos tempos a referir publicamente a possibilidade de deslocalizar as suas actividades para a zona dólar, em virtude do desfasamento entre o euro e o dólar. Como interpreta estas declarações?

Quando as empresas falaram disso, nomeadamente o consorcio franco-alemão EADS, eu entendi isso como uma mensagem aos políticos: o que é demais, é demais! Com efeito, se o dólar continua a baixar, isso vai colocar-nos problemas de manutenção de um certo número de centros de produção e de lucros na Zona Euro. Eu vi nesta mensagem da parte da EADS e de outras empresas como uma mensagem dirigida aos políticos do estilo: “a partir de um certo nível, não podemos mais ter uma politica de "benign neglect”. Isto é, a partir de um determinado patamar, não podemos continuar a desinteressar-nos do nível de câmbio, pois a sobreavaliação do euro é tal que não podemos fazer de conta que os efeitos não existem.

O benign neglect – ou se preferir, a “doce negligência” – é válido quando a taxa de câmbio se encontra no interior de um garfo. Mas assim que se sai desse garfo, em movimento ascendente, quando o euro é sobreavaliado, torna-se um pouco desagradável.

Há qualquer coisa de importante que se passou na Europa no final de 2006: um certo número de industriais alemães começaram a queixar-se da taxa de câmbio. O que foi qualquer coisa de inédito, pois a Alemanha tem um enorme excedente comercial externo, ao passo que a França tem um défice externo…

Esse discurso da “deslocalização por motivos cambiais” existe de facto junto de um certo numero de industriais alemães, mesmo de do lado dos políticos, os alemães são mais prudentes que nós em França relativamente à taxa de câmbio.

Christian de Boissieu

As declarações relativamente recentes do presidente Sarkozy por um reforço das competências do Eurogrupo e contra uma independência excessiva do BCE, foram mal acolhidas por vários governos europeus. Qual é a sua posição sobre este assunto?

Eu pessoalmente não ponho em causa a autoridade do BCE, pois esta é legitimada pelo Tratado de Maastricht, que está em vigor desde 1993 e que nós assinámos e ratificámos por referendo Em todo o caso, eu penso que ela tem mais vantagens do que inconvenientes. A independência do BCE é um facto consumado para mim, eu não a ponho em causa.

Por outro lado, penso que a missão do BCE, tal como se encontra definida pelo Tratado de Maastricht, é pertinente. Eu não sou da opinião de rever os textos, ao contrário de um certo número de colegas meus, que defendem um alinhamento do mandato do BCE som aquilo que está estatuído nos Estados Unidos para a Fed. Como sabe, esta ocupa-se não apenas da estabilidade dos preços, mas igualmente da concorrência, do emprego e do nível das taxas de juro a longo prazo.

No Tratado de Maastricht, nós fomos menos explícitos. O antigo artigo 105 diz que o objectivo principal do BCE é a estabilidade dos preços. Esse artigo dá lugar a interpretações mais ou menos flexíveis. Qual é que é o objectivo principal? Não será certamente o único! E em que consiste exactamente a estabilidade dos preços?

É por isso que eu não ponho em causa a independência do BCE. Não me parece que este seja o momento de mudar esse artigo que define o mandato do BCE, pois há outras prioridades na Europa. Penso contudo que o BCE poderia ter sido no passado, e talvez o devesse ainda hoje no presente, mais pragmático do que aquilo que tem sido. Dito isto, quando eu digo “pragmático” é no que diz respeito à politica de juros. O que eu lhes peço hoje é sobretudo de não os aumentar, em virtude da crise financeira, da taxa de câmbio, pois penso que o fulgor inflacionista actual é de natureza transitória. Não devemos considerar que estamos face a um verdadeiro regresso da inflação.

O BCE tem igualmente de fazer progressos em termos de comunicação. Mesmo se o Sr. Trichet comunica bem, o BCE, em geral, poderia comunicar melhor.

Para ser equitativo, acrescento que o BCE, até agora, geriu muito bem a crise dos subprimes. Porque o BCE, desde o mês de Agosto, forneceu liquidez aos bancos em dificuldade. No mês de Dezembro de 2007, quando se temia o fim dos prazos no fim do ano por causa das operações de window dressing da parte de um certo número de bancos na zona euro, o BCE pôs à sua disposição 350 mil milhões de euros para ajudar a passar este período difícil.

Portanto, relativamente às taxas de juro, talvez pouco pragmatismo e de audácia, ao contrário da sua politica de oferta de liquidez face à crise dos subprimes. Neste plano, penso que Jean-Claude-Trichet esteve bem.


Fala com frequência da necessidade de uma “politica da oferta”, contrastando-a com politicas “da procura” orientadas para o desenvolvimento do consumo interno. Será isto o mesmo que falar de uma “politica de exportação”?

Não exactamente. A ideia de “oferta” não é unicamente pensada para a exportação. Em economia, é preciso andar sobre as duas pernas: a oferta e a procura. E é preciso que o sistema produtivo responda. Certamente que a exportação e o ganho de quotas de mercado assumem um papel fundamental nessa nova abordagem.

Mas o grande problema em França, para o qual uma “politica de oferta” pode constituir uma solução, é que nós não temos um número suficiente de médias empresas. Não favorecemos suficientemente o crescimento das pequenas empresas. Por isso, o conceito de PME não tem grande sentido, porque pretende designar um tecido muito heterogéneo: há pequenas empresas que não crescem suficientemente e as grandes que já cresceram.

Ora, uma das consequências dessa falta de médias empresas inovadoras e competitivas é que a França tem perdido quotas de mercado, não apenas no exterior mas também no seu próprio mercado doméstico. Assim, o objectivo principal da politica da oferta, que visa o desenvolvimento de uma oferta mais competitiva, é de ganhar quotas no mercado interno, e nos mercados externos.

Dou-lhe um exemplo: as quotas de mercado dos constructores automóveis franceses. Se olhar para os últimos números, constatará que os construtores franceses viram as suas quotas de mercado baixar no mercado francês. É por conseguinte um problema tanto interno como externo e, sobretudo, não se trata de uma oposição entre a oferta e a procura.


A actual crise financeira, ao fazer com que os bancos queiram correr cada vez menos riscos, pode constituir um entrave à “politica da oferta” que defende, visto que o investimento vive do crédito?
Eu compreendo o seu raciocínio, mas devo dizer-lhe que não acredito no credit crunch: os bancos não vão parar a produção de crédito. Eles tornaram-se mais selectivos, é verdade, mas ser mais selectivo não significa parar a distribuição de novos créditos. Dou-lhe apenas um número. Eu olhei para as estatísticas do BCE relativas tanto à França, como a Portugal e aos outros Estados-membros da U.E... Em Novembro de 2007, o crescimento do crédito ao sector privado (empresas e particulares) na zona euro era de 11% por ano. Os bancos, em virtude da crise financeira, vão tornar-se mais selectivos. Bom, passará a 7 ou 8 % de crescimento por ano. É uma forma de normalização.


Quer dizer que a crise dos subprimes teve efeitos positivos para o sector bancário?

A crise dos subprimes não é uma coisa favorável em si, mas é verdade que ela obrigou os bancos e os mercados a tarifar melhor o risco de crédito após sucessivos anos de subestimação e subavaliação desse risco.

Quando tomamos em consideração os países da zona euro, os bancos têm sido, apesar de tudo e felizmente, menos tocados que os bancos americanos, ingleses, suíços… No caso francês – e no português também, penso eu – os bancos sofreram globalmente um menor impacto (não falo de uma ou outra excepção pontual nem do caso da Société Générale…). Portanto, é como vê. Temos problemas a tratar, mas não vamos ser derrotistas…

Christian de Boissieu

Qual é, na sua opinião, a importância de Portugal para a economia francesa?

Eu penso, por um lado, que existe uma tradição de troca entre a França e Portugal, particularmente no ponto em que a cultura e a economia se encontram. há muitos franceses de origem portuguesa, de portugueses em França e muitos francófonos em Portugal. Eu constato, por exemplo, que os construtores automóveis franceses permanecem relativamente bem estabelecidos em Portugal. Apesar de existir uma concorrência muito forte. Acho portanto que há uma tradição de trocas encorajada por uma amizade entre as nossas sociedades civis que não desaparecerá mas que tem sido reforçada pelos fenómenos migratórios.

Por outro lado, constato que nós temos bastantes coisas em comum, um certo número de desafios a tratar em relação à Europa, e particularmente em termos de finanças públicas. Posso dizer-lhe, enquanto membro da Comissão Attali, que quando observávamos as experiências estrangeiras de reforma do sector público, o caso de Portugal pareceu-me muito interessante, bastante audaz num certo número de temas: na questão da melhor ligação entre a gestão pública e a gestão privada, na questão do estatuto das pessoas, numa certa flexibilidade na politica de pessoal respeitando a segurança profissional desse mesmo pessoal…

Assim, eu observo muito o que Portugal está a fazer, e há um assunto em particular à volta do qual os nossos dois países se encontram um pouco: é a questão das finanças públicas. Portugal e a França demonstraram bem uma capacidade de corrigir progressivamente os seus défices, e de se afastar do limite de 3 % estabelecido pelo Pacto de Estabilidade e de Crescimento. Veremos o que se passará em 2008 e 2009.


Quer dizer que Portugal, mais do que um mercado a explorar, constitui um exemplo a seguir para a França?

Em certos aspectos importantes, como é o caso da reforma do Estado, sim. Porquê? Porque Portugal conseguiu fazer avançar as coisas em matéria de gestão da função pública (flexibilidade acrescida, implementação de incitações…). A França não tem muito, em termos de reformas, a cultura do consenso: qualquer coisa proveniente da direita é logo considerada como má pela esquerda, e inversamente. É preciso tempo para chegar a uma sociedade de consenso, mas nós chegaremos lá.


Nessa lógica, haverão certamente coisas que Portugal deverá aprender com a França…

Sim, é verdade. Por falar nisso, eu acabo de ler o relatório sobre as perspectivas económicas da OCDE, publicado em Dezembro. E que vejo eu? Vocês esperam ter um crescimento comparável ao da França: em 2008 cerca de 2 %, mais ou menos como nós. Vocês têm uma taxa de desemprego que era de 7,9 %, igualmente próxima da francesa. Os preços estão sob controlo: 2,4 % por ano. Depreende-se portanto que a economia portuguesa está, em vários aspectos, a desenvolver-se de maneira bastante próxima da economia francesa.

Mas Portugal tem um défice externo elevado (em 2007, 9,2 % do PIB), ao passo que a França apresenta um défice comercial em torno dos 2 % do PIB.


E no entanto, a balança comercial bilateral França-Portugal encontra-se praticamente equilibrada, em cerca de 95 %...

Sim, mas não é por causa da França que Portugal tem um défice externo. Trata-se de um problema de especialização internacional ao qual se junta, para nós todos, o efeito dos preços do petróleo.


Para as empresas portuguesas que queiram vir estabelecer-se em França, quais são as principais dificuldades?

Eu penso que todas as empresas que vêm estabelecer-se em França, como aliás todas as empresas francesas em geral, as principais dificuldades concernem a complexidade administrativa, os custos iniciais obrigatórios, a questão dos patamares legais. Por exemplo, quando se passa de 49 a 50 salariados é desencadeada toda uma série de regulamentações no domínio do direito do trabalho e de questões sociais. O sistema francês é um pouco complicado de compreender, de ler, com regras do jogo que mudam com demasiada frequência (sobre os aspectos fiscais, por exemplo). Isto vale para a maior parte das empresas instaladas no nosso país, sejam elas portuguesas, francesas, ou outras. É por esta razão que no âmbito da Comissão Attali, nós fizemos sobre todos esses assuntos propostas para tornar o sistema francês mais “legível” e também mais estável. Porque a estabilidade das regras do jogo é fundamental para a confiança.

Do ponto de vista administrativo, há demasiados patamares hierárquicos entre as comunas, as regiões, os departamentos, etc., e nós propusemos que se transferisse progressivamente – não de um dia para o outro – as competências dos departamentos para as comunas e as regiões. Nós estamos a analisar e a dissecar esses problemas de maneira lúcida. Estamos num país que debate muito, que se preocupa em analisar os atrasos em relação a outros países avançados. Como pode ver, há coisas que se passam em França, e por isso eu estou optimista pelo nosso país.


Nós temos um comércio bilateral equilibrado, cerca de 45 000 empresas dirigidas por portugueses e luso-descedentes em França, 3% do PIB francês… neste quadro, qual deve ser o papel da CCIFP?

A CCIFP pode e deve ter um papel central. Não no lugar desta, mas lado a lado com a cooperação bilateral governamental entre os dois países, com um papel decisivo para fazer passar a informação nos dois sentidos. Ela deve assumir um papel importante de apoio às empresas portuguesas que estejam interessadas em vir para o mercado francês e àquelas que já cá estejam implantadas.

Por outro lado, ela pode ajudar as empresas francesas que queiram investir em Portugal. Mesmo se existe uma Câmara de Comércio Luso-Francesa, em Lisboa e no Porto… a CCIFP encontra-se especialmente bem colocada para intervir nos dois sentidos.

Claro está que é necessário, no âmbito da CCIFP, que se organizem eventos com uma certa regularidade, para que os empresários se encontrem, para realizar tudo isto. Tendo em conta os laços históricos entre os nossos dois países, a CCIFP tem um papel essencial a assumir, a acrescer ao dos governos, não no lugar destes.

Paris, 31 de Janeiro de 2007

CCIFP