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Zoom... Jean-Pierre Pinheiro

Zoom... Jean-Pierre Pinheiro
Zoom... Jean-Pierre Pinheiro
Neste espaço pretendemos dar a conhecer experiências, vivências empresariais, sociais, culturais e económicas.

Uma entrevista por mês, com profissionais de diferentes áreas. Empresários, gestores, políticos, professores, entre outros, deixarão o seu contributo intelectual de forma assertiva.

Jean-Pierre Pinheiro é o novo Coordenador do Turismo de Portugal no AICEP em Paris. Nesta entrevista, Jean-Pierre Pinheiro observa a evolução do turismo de França para Portugal nos últimos anos, fala-nos do que mudou na oferta turística portuguesa, enquadra-a no contexto concorrencial actual e descobre um pouco da estratégia do Turismo de Portugal para o futuro. A sua ligação ao sector do turismo e à promoção de Portugal estende-se já a 13 anos.

CCIFP

 

Para começar, pode descrever-nos brevemente em que consiste exactamente o Turismo de Portugal, e a sua missão e objectivos específicos?

O Turismo de Portugal, IP-Instituto Publico é o organismo responsavel, entre outras coisas, pela definição da estrategia de promoção de Portugal como destino turistico. Há uns tempos atrás, este separou-se do então ICEP, do qual constituia um departamento especializado, designado por ICEP Turismo. Por sua vez, o ICEP em si, (hoje AICEP, apos a sua fusão com a API-Agencia Portuguesa para o Investimento e o IAPMEI) define a promoção no sector do Comercio e do Investimento. Mas, cá fora, o AICEP tem a responsabilidade da promoção de Portugal tanto a nivel do Comercio, do Investimento como do Turismo.

Em Janeiro 2008 foi assinado um protocolo entre as duas instituições, de maneira a criar nos 17 principais mercados emissores de turistas para Portugal (que captam 90% das receitas de turismo) as equipas proprias do Turismo de Portugal com seus Coordenadores. Estas respondem directamente ao TP relativamente a estrategia e actuação promocional turistica, mas continuam integradas na rede externa do AICEP. O Centro de Negocios do AICEP em França é dirigido pela Dra Teresa Moura.

 
Como aconteceu o seu primeiro contacto com o ICEP Turismo aqui em França?

Aconteceu de maneira relativamente simples. Eu nasci aqui em França, onde igualmente fiz os meus estudos sendo Licenciado em Marketing & Turismo no IREST-Universidade Paris Sorbonne, e desde então já tinha ideia de entrar em contacto com o ICEP Turismo. Porque estando cá no mercado francês, e querendo trabalhar no sector do turismo, se possível promovendo o turismo do meu pais de origem, não existia melhor opção. E então em 1997, consegui um primeiro contacto com a instituição, para a qual entrei na altura como um prestador de serviços externo, com a missão de realizar um estudo de mercado sobre os operadores turísticos. Correu tudo bem, mas infelizmente não houve então a oportunidade de criar um posto para mim na altura. Entretanto, mantive-me em contacto com eles, sendo que fui trabalhar dois anos para uma importante rede voluntária de hotéis, até que um novo delegado para o Turismo foi nomeado no ICEP em Paris. Foi nessa altura que uma nova vaga se abriu e então chamaram-me.

Portanto, eu entrei no quadro do ICEP Turismo em 1999, onde fui integrado como técnico de promoção, em vários sectores e actividades: turismo de negócios, marketing e comunicação, etc. Até que em Julho do presente ano fui nomeado Coordenador, ou seja responsável da Equipa do Turismo em França, que aqui tem a designação “Office de Tourisme du Portugal”. Por isso, contas feitas, estou há cerca de 13 anos a trabalhar no sector do turismo neste mercado.


E o que pensa que mudou nestes últimos 15 anos, nas relações de turismo entre França e Portugal?

Mudou muita coisa, sem dúvida. Mas para responder a essa questão importa ter em conta vários aspectos diferentes para responder a essa questão. Antes de mais, em termos de imagem, houve um momento crucial, que foram os anos 1996- 98. Isso deveu-se a alguns eventos, como foi o caso da Expo 98. Mais do que o próprio evento que durou alguns meses, o mais proveitoso foram os importantes investimentos do Estado em termos de infra-estruturas e toda a mediatização feita a volta do evento, da sua preparação, organização e realização; o que ajudou muito a dinamizar Portugal enquanto destino turístico.

As autoridades aproveitaram essa dinâmica para comunicar nesse sentido. Apareceram inúmeros artigos e reportagens sobre Portugal, que destacaram a nossa capacidade em organizar estes grandes eventos, e o aumento quantitativo e qualitativo da nossa oferta; o que ajudou a acabar com essa imagem de um Portugal dos anos 70-80, atrasado em relação ao resto da Europa. E desde essa altura, têm havido um crescimento sustentado dos fluxos turísticos de França para Portugal.

Agora, o grosso do fluxo tem-se verificado, sem dúvida, nos últimos quatro anos. Só para lhe dar uma ideia, em 2007, os visitantes franceses para Portugal aumentaram 24% em relação ao ano anterior. Foi nesse ano em que tivemos mais de 22 milhões de visitantes, entre os quais 1,8 milhões franceses.


Entre esses turistas franceses, é possível saber quantos são luso-descendentes?

Não, é extremamente difícil, ainda mais nos nossos dias. Uma pessoa que tenha nascido em França e com um bilhete de identidade francês, é contabilizado como um turista francês. Pela hotelaria, quando a pessoa se regista, tem de dar um bilhete de identidade, e podemos imaginar que alguns deles são luso descendentes ou casais “mistos” francês-português. Agora, outra dificuldade diz respeito às fronteiras, pois com a abertura do espaço Schengen também não podemos fazer essa discriminação. Mas, o que conta é que se tratam de turistas oriundos do mercado francês e que contribuem aos excelentes resultados.

Agora, em termos de receitas, isso pode ser visto pelo banco de Portugal, através dos cartões de crédito. Mas até aqui é complicado, porque os turistas franceses luso-descendentes tanto podem usar um cartão de um banco francês como português.

Em termos de receitas, Portugal é o segundo mercado de França, a seguir à Inglaterra, com 1,5 mil milhões de euros de receitas. Com estes números, não é de admirar que o turismo em Portugal represente cerca de 10% do PIB e 8% dos empregos do país.


Quer dizer, este aumento dos fluxos têm vindo em contra-ciclo com a crise económica portuguesa, principiada em 2001…

Sim, é verdade. Agora, parece que a crise não afectou tanto os fluxos turísticos, porque estes dependem sobretudo da saúde económica do país emissor. E a verdade é que apesar do facto que o crescimento da economia francesa também tenha conhecido um certo abrandamento, as despesas em turismo têm-se mantido. As estatísticas indicam que o francês não reduziu a percentagem de partidas ao estrangeiro. Em vez disso, reduziu antes as despesas feitas no estrangeiro: restaurantes mais baratos, hotéis mais baratos, etc.. E alterou também o seu modo de consumo do seu dia-a-dia em França. Mas não reduziu a percentagem de partidas feitas ao estrangeiro. A prova disto é que no primeiro semestre de 2008, as dormidas dos franceses na hotelaria clássica em Portugal aumentaram em 14%.



Em termos gerais, qual é o “turista-tipo” francês que escolhe Portugal como o seu destino de férias?

É mais um turista individual, que reserva muito em directo e que depois vai fazer um circuito itinerante por exemplo entre Lisboa, Porto, Centro, Alentejo, etc.. Optando por short-breaks, city breaks, mas também Turismo em Espaço Rural, de habitação, aluguer de apartamentos e casas turísticas...Trata-se de um tipo de clientela que se desenvolveu muito nestes últimos anos em França, impulsionado com o enorme desenvolvimento dos voos low-cost e dos meios de reserva online. Este tipo de clientela directa, coincide em grande medida com a oferta do nosso destino.


O que é que designa exactamente de clientela “directa”?

São clientes que viajam sem passar pelo circuito tradicional de distribuição, nomeadamente uma agência de viagens ou um operador. Simplesmente porque reservam directamente o voo e o hotel, por Internet, ou telefonando para a companhia e para o hotel desejados. E claro está, hoje em dia é possível encomendar pacotes turísticos, viagem mais hotel e carro, através da Internet e dos sites que dominam perfeitamente o “dynamic packaging”.


Ao fim e ao cabo, essa explosão das vendas de viagens por Internet coincidiu com a realização da Expo 98…

Sim, se bem que aqui em França os low-costs começaram mais tarde a abrir as rotas de Paris a Portugal. Isso começou apenas há uns três anos, ao contrário do que se passava na Alemanha e na Inglaterra, por exemplo. A abertura da primeira linha da Ryanair apenas surgiu depois do Euro 2004, seguiram a Easyjet, à partida de Paris e Lyon, mais a Transavia.


É ou não verdade que as low-costs vieram retirar clientela às companhias regulares, como a TAP ou a Air France?

Não tanto quanto isso. Isso foi de facto o que algumas pessoas pensaram quando as low-costs apareceram: que estas vinham desviar clientela às companhias regulares. Mas os factos vieram mostrar que essa tese não era sustentável. Se observarmos as últimas estatísticas da Associação Nacional de Aeroportos de Portugal (ANA), constatamos que, por exemplo, no primeiro semestre de 2008, os passageiros de low-costs de França para Portugal aumentaram 64%. Ao passo que os passageiros das companhias regulares aumentaram 2%.


Ou seja, as companhias regulares também aumentaram o seu número de passageiros…

Exactamente. Podemos antecipar que, sem as low costs, as companhias tradicionais teriam aproveitado doutra forma os importantes aumentos dos fluxos turísticos franceses. No entanto, o crescimento dos franceses para Portugal foi de 24%, enquanto o dos clientes das companhias aéreas dos low costs para Portugal foi de 64%. Por isso, parece-me ser evidente que as low-costs criaram um novo tipo clientela, mais propriamente do que retirar clientela às companhias regulares.


Portugal destino turístico terá sido beneficiado com isso, pois é uma distância mais próxima, é isso?

Exactamente. Os low-costs por definição, apenas vão para destinos de curta e média distância. A criação de rotas de longa distância não é viável para uma low-cost, dado que esta nunca conseguiria manter os preços que justificam a existência.


O que é que se prevê relativamente ao impacto do aumento dos preços do petróleo no turismo França-Portugal?

Não existem propriamente previsões, o que existe é mais um debate. Alguns representantes de companhias aéreas regulares anunciam que as low-costs vão ter de forçosamente aumentar os preços futuramente, em virtude dos aumentos dos preços do crude. E, com efeito, algumas companhias aéreas low-cost europeias têm tido algumas dificuldades. No entanto, e se formos a ver as principais low-costs – a Easyjet e a Ryanair, mas também Transavia e Aigle Azur – que são justamente aquelas que vão para Portugal, constatamos que estas continuam a ter resultados positivos. Isto tem muito a ver com uma politica muito forte do chamado “yield management”. Essas companhias são capazes de gerir a venda de um voo a vários níveis de preço, compensando a menor rentabilidade dos preços mais apelativos. Elas comunicam muito bem sobre essas promoções enquanto a maioria dos bilhetes são vendidos a preço “de marcado”. De salientar o modo de funcionamento, de reservas, de facturação…que reduzem ao máximo os custos de funcionamento…e lá conseguem resistir à crise do petróleo.



Falemos um pouco desse nicho de mercado especificamente dirigido às empresas, o chamado turismo de negócios. Como é que este tem evoluído no âmbito das relações França-Portugal?

Tem evoluído imenso. Aliás, Lisboa consta já há alguns anos o ranking da ICCA – organismo internacional de congressos que regista todos os anos os resultados de cada capital em termos de acolhimento de congressos – e na última classificação atingiu o 6.° lugar mundial, ao lado de grandes cidades como Paris, Tóquio e Berlim.

Actualmente, cerca de 40% dos turistas que chegam a Lisboa corresponde ao mercado de Turismo de Negócios. Lisboa regista cerca de 80% da totalidade das receitas do sector Meeting Industry em Portugal.


Como explica essa elevada classificação da capital portuguesa ?

Uma das razões tem a ver com a rede de infra-estruturas, que faz de Lisboa uma das cidade mais bem equipadas da Europa, melhor que muitas capitais europeias. Houve recentemente os projectos de reabilitação de um segundo centro de congressos, e inclusivamente haverá um novo na zona da Expo, preparado para o acolhimento de eventos com mais de 10 000 participantes. Alias, Lisboa vai acolher o congresso Rotary Club em 2013 com 35 000 pessoas.

Por outro lado, também tem sido levada a cabo uma politica séria de captação de rotas aéreas por parte das autoridades de Lisboa e do Turismo de Portugal, bem como um grande investimento de comunicação nas principais feiras especializadas da Europa. De referir ainda os vários esforços de formação, de educacionais, os workshops com as agências especializadas e as viagens de imprensa.

Por fim, o modo de consumo das empresas em termos de turismo de negócios também evoluiu nos últimos anos. Quando começaram os problemas da economia desde há quatro ou cinco anos atrás, as empresas europeias começaram a querer reduzir os gastos. Por exemplo, em vez de irem fazer um seminário em Tóquio ou Nova Iorque, as empresas europeias começaram a ir para cidades geograficamente mais próximas, como Lisboa. Para uma empresa francesa sedeada em Paris, por exemplo, acaba por ser-lhe mais rentável ir fazer um congresso a Lisboa do que na Côte d’Azur, tanto em termos de estadia, como de deslocação. Além disso, Marselha está a 3h30 de Paris pelo TGV, Lisboa está a 2 horas de avião.

Ou seja, Portugal tem sabido aproveitar todas estas tendências e oportunidades para se posicionar como destino de Turismo de Negócios.


Portanto, Lisboa apresenta vários trunfos para atrair o mercado emissor do turismo de negócios francês. Mas não será a única cidade próxima de França com vocação para o turismo de negócios. Quais são os argumentos utilizados pelo TP em Paris, para convencer as empresas francesas de que a capital portuguesa possui uma real mais-valia?

Os argumentos são, em parte, aqueles que acabamos de mencionar. Nós procuramos demonstrar que em Portugal é possível organizar eventos muito específicos e topo de gama, em locais históricos e prestigiosos privatizáveis: museus, monumentos, claustros, castelos…, não esquecendo o Porto e Norte, ou ainda a Madeira.

E, os preços são competitivos em relação a Paris, Londres ou Roma…

Enfim as possibilidades são inúmeras.


Mas a privatização de espaços para actividades de incentivo não é propriamente uma ideia nova…

Obviamente que não, muitos outros destinos também fazem isto. A nossa diferença e a nossa mais-valia competitiva nesta área prende-se com a nossa história – que essa é ímpar e imensa – e, por conseguinte, com os nossos monumentos, a nossa arquitectura Manuelina ou Barroca, por exemplo, combinado com instalações para congressos e uma hotelaria dos mais modernos. Somos capazes de privatizar o Mosteiros dos Jerónimos para um jantar de gala, ou ainda o Museu dos Coches, jantar numa das muitas Pousadas históricas ou organizar um grande congresso no Pavilhão Atlântico com vista para o Tejo…

A juntar a esta grande oferta cultural temos boa vontade do IPPAR, que permite que estes espaços únicos possam ser disponibilizados e privatizados pelos empresários. Tem sido por isso neste sub-nicho “histórico-cultural”, chamemos-lhe assim, que temos conseguido nos diferenciar em relação a outros destinos de negócios, e não por actividade tipo as caravanas em jeeps 4x4, incentivos no deserto em Marrocos ou na Tunísia… Não é que não consigamos fazer muitas destas coisas em Portugal, que podemos. Mas não podemos esperar suficientemente competitivos. Agora, as Pousadas, o Douro, a floresta Laurrisilva da Madeira…somos únicos.

Em relação a Espanha, por seu lado, temos a vantagem pelo facto de este acabar por não ser muito original aos olhos de muitos empresários franceses. O nosso vizinho ibérico já é o primeiro destino turístico dos franceses. Por isso, quando um director de uma grande empresa, já foi passar férias a Espanha, estará com vontade de organizar uma viagem de incentivos para os seus colaboradores para um destino alternativo. O turismo de negócios português também pode ganhar com isto.


Existe alguma estratégia específica do TP em Paris relativamente ao turismo luso-descendente de França?

Nesta altura não existe uma estratégia específica para esse nicho, e também não me parece que se justifique. Em contrapartida, trata-se de um alvo que justifica e tem justificado a realização de acções promocionais ad-hoc. Há uns três anos o TP tinha lançado uma campanha própria para os luso-descendentes, para aquilo a que se costuma chamar de “turismo étnico”, ainda que a designação nos pareça um pouco ultrapassada. A ideia era passar a esse segmento uma mensagem tão simples como “Venha conhecer o seu país de origem”. Eu penso que essa campanha se saldou por um sucesso, e por isso não pomos de parte a hipótese de voltar a lançar uma campanha semelhante no futuro.
Nos colaboramos regularmente com os consulados e com algumas associações portuguesas


Prevê que algum tipo de cooperação possa ou deva ser estabelecida entre a CCIFP e o Turismo de Portugal para a promoção do turismo de negócios em Portugal?

Para já, poderíamos aproveitar a rede de contactos que só a CCIFP tem junto de alguns dirigentes portugueses de empresas francesas, e desenvolver um certo tipo de contacto, de lobbying, junto desta gente, a fim de promovermos o turismo de negócios em Portugal.

Mas não só. Também podemos pensar em eventos conjuntos, como por exemplo, um torneio de golfe, que possa interessar a alguns dirigentes ou quadros de empresas, e aproveitar para promover Portugal como grande destino de golfe – que na verdade já é.

Existem muitas possibilidades. Eu penso que na verdade, talvez ainda não tenhamos trabalhado suficientemente todas as sinergias possíveis entre as empresas, o comércio e turismo. Porque de facto além do turismo de negócios, que é um nicho, existe a possibilidade de promoção junto dos empresários luso-descendentes, muitos deles lideres de opinião influentes, que conhecem Portugal e cuja ligação afectiva lhes permite de transmitir uma imagem próxima e positiva de Portugal enquanto destino de turismo.


Para terminar, pode partilhar connosco aquela que será a sua estratégia para os próximos três anos à frente do TP em França?

A minha estratégia terá em conta uma enorme responsabilidade que me foi colocada ou seja, manter os excelentes resultados do mercado francês. Com efeito, temos tido a sorte de termos registado resultados extremamente positivos, quando comparados com outros destinos europeus próximos de França. Aliás, só para ter uma ideia, Portugal é o único mercado importante de destinos em França que conheceu um verdadeiro aumento da procura. O Reino Unido, por exemplo teve uma quebra, e a Alemanha estagnou.
Agora, que estratégia pensamos seguir para manter estes bons resultados? Em primeiro lugar, temos de manter a nossa boa relação com a imprensa generalista e especializada, uma das nossas prioridades, multiplicando as viagens de imprensa assim como os contactos com as grandes redacções, o nosso trabalho com a agência de RP.

Vamos também manter os nossos contactos com as redes de distribuição, com os principais operadores turísticos e com as principais companhias aéreas. A particularidade do mercado francês, sua organização, o modo de consumo dos franceses, obrigam-nos a favorecer a promoção junto do consumidor final
Devemos manter uma politica eficaz de marketing directo.

Por fim, temos de continuar a seguir sempre atentamente as novas tendências de consumo dos franceses, e manter a nossa presença nos principais sites de viagens online. Um desafio muito particular será o Web 2.0, que no sector do turismo ainda não tem sido muito abordado. Temos de identificar os principais fóruns de discussão, os blogues mais influentes, e perceber o verdadeiro impacto destes nos hábitos de consumo turístico, para definir uma estratégia em relação a estes. Trata-se talvez do desafio menos fácil, na medida em que se trata de um terreno novo, e uma das preocupações mais recentes no universo da promoção turística.


Paris 1 de Outubro de 2008