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Economia

Assistimos em 2005 a uma ligeira retoma do crescimento económico, tendência que segundo as previsões da OCDE acompanhará os próximos anos.

Em 2005, o volume das exportações portuguesas aumentou 2,6 % de 2004 para 2005, houve um ligeiro crescimento do PIB de 0,3%, e registou-se uma redução da inflacção de 0,4%.

 

 

A economia portuguesa está empenhada no estímulo da inovação e da tecnologia e na valorização do capital humano. A esta dinâmica acresce o impulso dado pelo “Plano Tecnológico”, posto em marcha pelo governo, desde 2005.

O sector da Agricultura, Silvicultura e Pescas representa 3,5% do Valor Acrescentado Bruto produzido e emprega cerca de 12% da população activa.

A Silvicultura é uma componente importante deste sector, relativamente à produção de cortiça e da pasta de papel.

O sector industrial é responsável pela criação de cerca de 17% do Valor Acrescentado Bruto do país e por cerca de 20% dos empregos.

As indústrias de produção de máquinas e de material de transporte, são aquelas que maior peso têm no sector, com relevo para o cluster da indústria automóvel.

A indústria dos moldes é bastante pujante e a sua qualidade e elevado nível tecnológico são reconhecidos nacional e internacionalmente.

Os têxteis e calçado são sectores tradicionais da economia portuguesa e continuam a ser significativos. A dinâmica de investimentos em inovação e I&D nestas indústrias tem resultado num acréscimo do valor, o que permite a oferta de produtos diferenciados e a conquista de nichos de mercado como o dos têxteis técnicos e o do vestuário e calçado desportivo e de trabalho.

Começa a surgir em Portugal toda uma nova indústria ligada às novas tecnologias, nomeadamente as tecnologias de informação e comunicação, a electrónica e a biotecnologia.

O sector do Comércio e Serviços tem um peso de cerca de 70%, na criação do Valor Acrescentado Bruto e de cerca de 56% no emprego. É, sem dúvida, o sector mais relevante na economia portuguesa.

A informatização dos serviços está generalizada e a Administração Pública conta mesmo com um dos serviços públicos online mais sofisticados da Europa. Portugal ocupa a 11.a , segundo o relatório “Online Availability of Public Services: How is Europe Progressing?”, emitido pela União Eurpeia, em Junho de 2006, sobre a Administração online.

O sector da banca e seguros, onde se tem vindo a verificar a fusão de grandes grupos, é bastante sólido e competitivo.

O mercado das telecomunicações foi liberalizado e assegura, hoje em dia, por exemplo, a cobertura total do território, no que diz respeito ao acesso à internet de banda larga.

O sector dos transportes tem uma oferta muito completa e diversificada em termos de infraestruturas rodoviárias e ferroviárias, aeroportos e portos. Em 2005, foram lançados grandes projectos de infra-estruturas que implicam a construção de linhas para comboios de alta velocidade (TGV), com ligação às redes transeuropeias e a construção de um novo aeroporto internacional.

 

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